beneficiavam ao tempo de qualquer esquema social. Havia, também, um Posto Médico e de Enfermagem, praticamente gratuitos, e um bem apetrechado Serviço Social de apoio às famílias.
Um dos primeiros problemas a que o seu Serviço Social se dedicou foi ao problema habitacional na zona, que era gravíssimo, com casas e quartos velhos e superlotados (10 pessoas e mais num só quarto). A população era muito maior do que hoje é (9.000 pessoas na freguesia contra menos de metade agora), a natalidade era enorme (famílias com 10 filhos e mais).
Hoje é uma Instituição Particular de Solidariedade Social de utilidade pública, dispõe de uma creche para crianças até aos 3 anos, Jardim de Infância para crianças dos 3 aos 5 anos e para a idade escolar (6 a 12 anos), ocupação dos tempos livres. Continua com o Posto Médico e de Enfermagem e, para além disso, socorre com apoio alimentar as famílias mais carenciadas.
Ultimamente tem-se modificado muito, procurando responder aos novos problemas que lhe vêm sendo postos. Assim, as crianças, desde tenra idade, aprendem inglês, música e informática, e, em breve, será aberta uma Biblioteca, modernissima, que servirá tanto as crianças como os adultos que dela queiram beneficiar.
 
 
Então a zona mais pobre do Porto, a miséria do Barredo foi descoberta nos anos 40/50 pelo Padre Américo na sua peregrinação pelos bairros mais miseráveis do Porto. A sua Obra em favor das crianças mais desfavorecidas teve e tem ainda um eco de que o Barredo é o símbolo.
Morreu em 1956 num desastre de automóvel, e logo o grande Bispo que então governava o Porto, D. António Ferreira Gomes, entendeu que essa obra e esse símbolo não poderiam acabar e, para os perpetuar, imediatamente idealizou o Centro Social do Barredo, a que deu Estatutos inéditos em Portugal.

Não c
hegou a assistir ao seu arranque porque entretanto aconteceu a sua conhecida divergência do Dr. Salazar. De qualquer maneira, o Bispo que passou a governar a Diocese deu seguimento à ideia e, em 1961, o Centro Social do Barredo começou a funcionar numa velha, mas muito grande e bela, casa do século XVII, na Ribeira.
Tinha, para além de um Jardim Infantil que foi dos primeiros que no Porto houve, um espaço para Ocupação dos Tempos Livres das crianças das escolas e estruturas de apoio às famílias pobres. As profissões então em voga na Ribeira não
 
Última actualização em: 24/05/03